quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Putz, já é novembro!

Que correria... foi pisar no Rio que no MESMO DIA me ligaram de Brasília pra trabalhar como VJ na inauguração da nova ala do Parkshopping. Trabalho corporativo, grande, envolvendo desde estrelas da novela das 8 até um paredão de LEDs de intimidar. Uma semana depois, estava eu em Brasília, pra ficar menos de 24 horas, trabalhando na festa. O detalhe é que eu VJzei com febre alta e aquele mal estar que todo começo de gripe te dá. E de volta ao Rio, finalizei uns trabalhos gráficos que estavam atrasados e de repente me pergunto: como é que eu vim parar aqui? Tipo, não aqui, no Rio, mas aqui na vida mesmo. Não tenho casa, vivo viajando de um lugar para o outro pra fazer coisas meio malucas e ainda não sei (repetition...) onde estarei daqui a duas semanas. São Paulo é o destino óbvio, mas não posso garantir porque estar lá não depende só de mim. Vou estar em Brasília dia 21 de novembro por conta de uma festa onde vou trabalhar, mas fora isso, só sei que nada sei. Me sinto o easy rider do fim dos tempos. Tenho um trabalho pra finalizar aqui no Rio, mas por conta de falta de deadlines e certezas da parte do contratante, fica suspenso no ar. Enquanto isso vou à praia, estrago minha pele um pouco mais a cada dia em frente ao mar mas encho meu ser de beleza com o pôr do sol visto do topo da pedra da gávea. Enquanto as certezas não vêm, que pelo menos venha a tranquilidade envolta nessa beleza a nas sutis coincidências que dão um pouco de sentido a todo esse liquidificador ligado na potência máxima que é minha vida. E daqui a pouco coloco umas fotos que merecem ser compartilhadas com quem quiser ver.

E é isso, por mais que meu texto seja repetitivo e as situações também, obrigado por estar aqui. Qualquer coisa, drop me a line e vamos que vamos! Amo vocês,

Helinho

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Vitrooooola! - ou - Tô no Rio!

E cá estou eu mais uma vez no Rio de Janeiro. Deve ser karma. Pelo menos eu cheguei, o céu fechou, choveu e o clima rolou bem mais de acordo com meu estado de espírito. Sou meio que nem a Shirley Manson, do Garbage: "I'm only happy when it rains"! E falando em música, que eu sou doido por música, tava shufflando no ipod e trabalhando numa animação quando de repente começou a tocar uma música que me deixou feliz... e eu cantei junto... e depois comecei a me tocar de que não, não era CORRETO uma pessoa ficar animada com uma música da NAOMI CAMPBELL. Menos certo ainda SABER A LETRA. E com isso vieram as memórias que o tempo (ou a cachaça) faz a gente esquecer: o ano era 1994 (ou 95, lembro direito mais não). Deu na MTV que Naomi Campbell lançaria um CD. Com medo de não ser lançado no Brasil, eu juntei minhas moedinhas e IMPORTEI o tal CD (que se chama Babywoman), que é, provavelmente, o pior acontecimento dos anos 90 depois do Windows 95 ou o primeiro livro do Harry Potter. Mas como tudo o que não presta a gente acaba gostando, assiste aí, vai! O clip de Love and Tears consegue ser tão tosco quanto a música. E eu SEI que você aí tá louco de curiosidade. E se você já conhece, pior ainda. Naomi provavelmente danificou sua essência. É SÉRIO! Eu pirava com o comecinho do clip: do meio do mato, sai Naomi, com calça centro-peito, cabelo JOÃOZINHO e faróis acesos... juro, daqui a uns anos vai se equiparar a Total Eclipse of the Heart da Bonnie Tyler. E você vai cantar junto: "I wanna knooow how to seeeparaaate love and teeeears..."

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Tentando deletar uns dias aí


Escuridão, sorriso falso e entradas na testa que vão dar numa cabeça lustrosa feito a de quem faz quimioterapia. Dark, o mundo é dark.

Eu tinha escrito um texto extremamente pessoal e deprimente e estava pra apertar o send, mas ninguém merece perder tempo com meus desastres e reclamações. Pensei melhor e resolvi colocar só uma foto mesmo, do dia em que fui VJ na WTO Illusion e tentar esquecer que os últimos dias existiram. Nem que eu tenha que beber Baygon com Gin Tônica pra isso.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Fazendo tudo e fazendo nada

Os dois últimos finais-de-semana foram intensos. Trabalhei como VJ (aquela pessoa que projeta imagens nas baladas) em duas festas grandes daqui de Brasília. É um trabalho que consome: é edição de imagens, é 3D, é Flash, é fazer DVD, é um monte de coisas que te tiram o sono e todas as horas livres. Aí vem a festa, você se esbalda de mixar imagens em vários canais tentando entrar no clima e no ritmo do som e de repente... fim. É um trabalho volátil. Depois que acaba, é como se não sobrasse mais nada. Nem energia. Mas é divertido. Agora estou trabalhando na arte gráfica de outra festa e em dois vídeos e um podcast pra um trabalho no Rio (pra onde estou indo pela milésima vez esse ano na segunda-feira). Tudo na minha área: arte. E um pouco da área que eu amo de coração, que é tecnologia. Só que não ter uma vida de "funcionário público", com horários e contra-cheque no final do mês, não ter uma estabilidade é uma coisa que faz falta de vez em quando. Mas a gente compensa na oportunidade de ser meio louco como parte do dia-a-dia. Porque se eu não tivesse a chance de ser louco sem ninguém me encher o saco, aí sim enlouqueceria literalmente. Prós e contras, a vida vai bem. E a sua?

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

SenseNonSense



"We've got to die, we've got to live
We got to take what we can get
We sell ourselves for petty change"
The Spider - Weezer

Tem horas que eu só queria ser um bocadinho mais burro. Ou burro ou insensível ou os dois. Pra que é que serve perceber a falta de sentido no mundo de maneira geral? Ontem eu vi um gato sem rabo, coloquei gasolina no carro e passei o dia enfiado num programa de renderização em 3d. Pra quê? Qual é a mecânica do carinho, qual é a origem da empatia, para onde, putaqueopariu, para onde vamos daqui?

Eu vou pra São Paulo. Em breve. O que me dói é saber que nem lá nem em lugar nenhum eu vou me sentir melhor com o desconforto de não entender nada e sentir tudo na potência máxima.

Acho que é por isso que eu bebo de vez em quando (ok, de vez em muito), mas pelo menos uma vez a vida poderia ser um filme ou livro bobo, com começo, meio e fim e onde tudo se encaixa fazendo sentido e ensinando uma lição.

Talvez meu problema seja esperar que tenha mesmo.

Ou não.

Viaja aí, vai...

sábado, 26 de setembro de 2009

Urgente, urgente!

Ok, eu sei que não é do meu feitio escrever dois dias seguidos aqui (e nem faz muito sentido, nesse mundo twittesco que a gente vive), mas eu PRECISO contar!

Tem o Airton, um amigo meu, que é a pessoa mais maluca do universo. Então ontem numa mesa de buteco ele fez amizade com um CAMINHONEIRO e trouxe para nossa mesa. As meninas ficaram horrorizadas (gente, não é preconceito... mas pense numa pessoa que estava dirigindo há 3 dias sem BANHO), mas como eu sou de boa e já estava meio bêbado, entrei no clima, bati papo e quando o bar fechou fomos pra outro e talz e enfim.

Só sei de uma coisa: Com o dia amanhecendo, estava eu, Hélio Sales Jr., dirigindo um caminhão tipo carreta, com uns 20 carros zero km na caçamba, de Sobradinho até a Cidade do Automóvel (quem mora em Brasília entende, pra quem não mora... é LONGE!!!).

Eu sei que não é nada demais, mas eu SEMPRE tive o sonho de dirigir um caminhão. Só não imaginava que ia dirigir um caminhão carregado de carros, levemente bêbado, com o sol nascendo e o Airton cantando Bethânia no caminho inteiro.

A vida realmente é linda...

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

hã!

Sem tempo pra nada.
Acabei de terminar a edição de um vídeo trabalhando em 2 computadores simultaneamente.
Isso me deixou sem cérebro.
Mas eu sabia que tinha que dar as caras por aqui.
E nem contei ainda da viagem pro Rio...
(André, me desculpa que eu nem dei tchau direito pra você!)
Ahh, o Rio. Continua deliciosamente detestável!
Teve Moema, Rafa, Julio, João, André,
Teve gente nova,
Teve (ohhh céus...) samba,
Teve taxi roubando na corrida, mas é a vida...
Teve praia e não teve sol.
Teve felicidade. É o que importa!
Aí voltei e pans.
E teve cachaça, amigos, cachaça, trabalho, amigos e cachaça.
Teve skype, telefone e teletransporte pra falar com quem tá longe dos olhos.
Mas bem perto do imaterial pensamento.
(mas se pensamento existe, deve ter alguma massa. Ou não?)
Quem liga?
E é isso que eu tô atrasado pra terminar as coisas aqui.
Beijo enorme pra você, quem quer que você seja.
E aproveita que hoje eu tô amável.
Só hoje!
=D
TCHAUTOINDOJAFUI!