Quanto mais eu frequento aeroporto mais gerente de projetos eu me sinto. É sério, tem tanta, mas tanta coisa errada acontecendo que... tipos, eu sei que quem voa direto tem até mais pra contar que eu. Evito viajar ao máximo por conta de inúmeros traumas (duvido que alguém aí tenha perdido mais voos na vida que eu), mas toooda vez é a mesma coisa. Tô lembrando disso agora porque já já vou pro SDU rumo minha Brasólia querida do coração.
Não sei se já comentei aqui, já que a frequencia de posts caiu muuuuito vertiginosamente e só agora eu voltei de vez (pelo menos na minha cabeça), mas tipos... nunca vou me esquecer do dia em que comecei a chamar a guria do atendimento da webjet (jogue a primeira pedra quem nunca voou de webjet) de Cleycianne. Tudo começou com um "Aleluia, glória Deus!" quando chegou minha vez de falar com ela. Tipos, eu cheguei antes da hora que devia chegar mas 20 minutos antes do voo sair eu estava PRESO na fila pra falar com ela só pra pagar um excesso de bagagens (eu tava levando uma penca de quadros pra Bsb pra uma exposição que nunca saiu do papel) e ao me escutar chamando o nome do senhor a criatura olhou pra mim e respondeu:
"AAAAAAAAAleluia!"
Se isso não for pedir pra um barraco digno de capa do Meia Hora eu não sei mais o que é. E olha que eu sou paciente. Mas rolou de pegar o voo e rolou também dela sair chorando do balcão. Mas enfim.
Mas drama mesmo foi quando eu ainda estava morando em Brasília, uns 2 anos atrás, e vim pro Rio fazer sei lá o quê. Como eu sempre percoo voos, costumo chegar antes (o que no meu caso não significa muito) e quando chego muito antes, que mal faz tomar um chopp? Ou dois... ou sei lá, 13?
Daí eu entro no avião daquele jeito, sempre numa das fileiras dos fundos (a chance de sobreviver a uma queda se você estiver numa das 3 últimas fileiras aumenta muito). Como quem está fazendo algo coloquial, naturalmente, acendi um cigarro.
~CLIMÃO~
Eu acho que toda tripulação voou em cima de mim naquele instante. Em alguns segundos, tooodo mundo ao meu redor, o cigarro já tinha sido apagado por alguém (e tomado de minha mão) e todos, todos os passageiros me julgavam com o olhar ou com palavras de sabedoria. Eu só consegui me defender dizendo que na verdade a culpa era deles, pois eu ficava nervoso ao voar e que aquele avião era tão velho que tinha cinzeiros no descanso das mãos, daí que isso me confundiu e eu acabei acendendo um cigarro.
Não se sabe como até hoje, mas consegui voar.
Tudo o que eu peço ao destino é que daqui a pouco eu consiga ir pra minha velha Brasólia sem nenhuma história escabrosa. Entrar no avião, dormir, acordar no cerrado e tocar a vida. Nem é muito, né?
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